Em 2010 a Capital do Estado registrou mais de 4 mil casos notificados da doença
“O maior problema é o déficit de pessoal no trabalho de campo”. Essa é a opinião da Promotora de Justiça de Defesa da Saúde, Elaine Cardoso. Em reunião ontem à noite, 19, com o Ministério Público, o Prefeito em exercício, Paulinho Freire, reconheceu o problema da falta de agentes de endemias no campo.
Segundo Elaine Cardoso existem 506 agentes, mas apenas 303 estão trabalhando no combate à dengue. Além disso, ela destaca que o número de faltas é muito grande. Só em 2010 foram registradas mais de 21 mil ausências, entre licenças e afastamentos; mas dessas ausências pelo menos 4 mil não foram justificadas. Em relação a esse problema o Prefeito informou que já começou a adotar providências. Além disso, ele confirmou que estão estudando a possibilidade de cobrar dos agentes de endemias o expediente de 40 horas de trabalho semanais, como forma de auxiliar no cumprimento da determinação judicial de realizar seis ciclos de combate à dengue em 2011, uma vez que no ano passado nem o quarto ciclo foi concluído.
A preocupação com a doença em Natal é uma realidade. A Capital do Estado, que está classificada como “risco muito alto”, registrou 4112 casos notificados em 2010, cerca de 182% a mais do que o ano anterior. E mais, Natal é responsável por pelo menos 50% dos casos de dengue registrados em todo o RN.
Conscientes dessa realidade, os representantes do município receberam as sugestões do Ministério Público de maneira amistosa e afirmara já ter começado a mobilizar suas unidades para buscar formas de reduzir o avança do doença. Entre as ações que a prefeitura prevê está o lançamento da nova campanha publicitária de sensibilização do público quanto às consequências da dengue. A campanha “Água parada mata. Se movimente contra a dengue” foi apresentada ontem aos representantes do Ministério Público. Inicialmente ela seria lançadas apenas no mês de março, mas tendo em vista o quadro atual, pretende-se antecipar essa mobilização.