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É uma questão de segurança pública

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Promotor de Justiça comenta a onda de violência entre torcidas organizadas

Essa é a opinião do Promotor de Justiça, Cláudio Roberto Alves Emerenciano, integrante da comissão de Promotores de Justiça que zelam pela aplicabilidade do estatuto do torcedor. Segundo ele, o problema das brigas entre torcidas organizadas ultrapassou a esfera dos estádios e se transformou em um problema mais amplo. “A rivalidade entre torcidas abriu caminho para outros tipos de conflitos. Hoje vemos brigas de gangues de bairros rivais e até de escolas. Não é mais um problema ligado apenas ao futebol, mas uma questão de segurança pública”, afirma.

Há quatro anos a comissão de Promotores de Justiça tem coordenado um trabalho articulando com diversas entidades para minimizar os conflitos nas praças esportivas da cidade. O objetivo primordial desse trabalho é garantir a aplicabilidade das normas estabelecidas no Estatuto do Torcedor (Lei nº 10.671). Entre os principais aspectos observados pela comissão estão a fiscalização quanto as condições dos estádios, acessibilidade, defesa do consumidor e segurança.

Atualmente quatro Promotores de Justiça integram a comissão: José Augusto de Souza Peres Filho (Presidente da comissão),  Cláudio Roberto Alves Emerenciano, Luiz Eduardo Marinho Costa e Fernando Batista Vasconcelos. Eles trabalham principalmente na prevenção dos conflitos. Na semana que antecede um grande jogo de futebol são feitas diversas reuniões com os líderes de torcida e várias instituições para traçar um plano de ação para prever o acesso das torcidas ao estádio, a questão de transportes públicos e distribuição do efetivo policial.

“A Polícia Militar tem sido uma importante parceira nesse trabalho. Nos dias de jogos potencialmente problemáticos o efetivo policial é reforçado e o patrulhamento para coibir confusões se estende pelas ruas adjacentes e pelas vias de escoamento do fluxo”, lembra Cláudio Emerenciano. “Além disso, a PM tem feito um bom trabalho de inteligência para identificar  torcedores que normalmente estão envolvidos em brigas”, afirma.

O Promotor de Justiça relata que os casos até agora identificados de agressões e até mesmo óbitos estão sendo apurados pelas vias judiciais cabíveis. “É importante acabar com a sensação de impunidade. Precisamos mostrar que quem errar vai ser punido de acordo com a lei vigente”, alerta.

Em uma análise mais ampla, Cláudio Emerenciano reconhece que o problema da violência precisa ser trabalhado na base da sociedade: “As presenças da família e da escola são fundamentais para se tentar reverter esse quadro”.

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