Enquanto isso uma enfermaria com seis leitos está fechada, servindo de depósito
Em inspeção realizada ontem, 13, na Maternidade “Divino amor”, em Parnamirim, a Promotora de Justiça Luciana Maria Maciel Cavalcanti Ferreira de Melo constatou pacientes pelo corredor enquanto um enfermaria com capacidade para seis leitos estava fechada.
“O fechamento de uma enfermaria com capacidade para 06 leitos também é fator preponderante para a ocorrência da superlotação que tem ensejado internações em caráter precário e de manifestos riscos, estando pacientes instalados em macas e pelos corredores do hospital, como também a recusa de grande número de pacientes, que em decorrência da superlotação, não são atendidos e retornam para suas casas sem o necessário atendimento médico-hospitalar”, afirmou Luciana Maciel ao comentar sobre as causas apontadas pela diretoria do hospital para as pacientes no corredor. Segundo os diretores a superlotação se agrava em virtude de “transferências indiscriminadas de municípios de todo o Estado que encaminham pacientes sem prévio contato, desacompanhados de quaisquer documentos, bem como sem o acompanhamento técnico necessário na ambulância, o que necessita de comprovação pelo gestor municipal, uma vez que o Município de Parnamirim pactuou com aproximadamente 45 municípios para a realização de serviços de ginecologia e obstetrícia”.
Além dos corredores cheios, a maternidade ainda apresenta problemas como a inoperância do banco de leite, a ausência da realização do “teste do olhinho” e problema na estrutura predial. Para tentar resolver essas questões com rapidez, a Promotora de Justiça expediu hoje, 14, uma recomendação ao Prefeito e ao Secretário de Saúde do município solicitando, entre outras medidas, que em cinco dias ative a enfermaria nº 09 do 1º andar, habilitando seis leitos, tendo em vista a permanência de pacientes nos corredores da maternidade, enquanto a enfermaria serve de depósito de insumos e medicamentos.
Além disso, ela pede que em 60 dias seja oferecido o “Teste do olhinho” na maternidade; e que o município garanta o pleno funcionamento do Banco de Leite Humano, uma vez que ele já está estruturado.
A Promotora de Justiça requisita, ainda, ao Secretário Municipal de Saúde, no prazo de dez dias, os dados contendo o número de pacientes encaminhadas de cada município para a Maternidade Divino Amor no ano de 2011, bem como quais municípios já extrapolaram a meta prevista em suas pactuações com Parnamirim e quais encaminharam sem pactuação. A intenção é acionar todas as Promotorias de Justiça dessas respectivas Comarcas para adotarem as providências cabíveis junto aos gestores municipais. E ao Diretor Técnico da Maternidade Divino Amor ela requisita que remeta no prazo de 30 dias informações detalhadas quanto ao número de profissionais de saúde trabalhando no hospital, informando ainda se o número é suficiente para atender a demanda da maternidade.
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