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Currais Novos: MPRN recomenda intervenções em açude que apresenta riscos

Promotoria de Justiça local orientou sobre limpeza, remoção de vegetação, recuperação de erosões e cobrança de custos ao proprietário
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Imagem de um homem, vestido de terno e gravata, sentado, assinando um documento que está sobre uma mesa.
  • O MPRN recomendou à Prefeitura de Currais Novos reformas no açude Dantas para sanar problemas estruturais.
  • Se o município gastar para reparar o reservatório, abrirá procedimento administrativo contra o proprietário da área.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou à Prefeitura de Currais Novos a adoção de medidas para sanar anomalias na estrutura do açude Dantas, localizado na Comunidade Malhada de Dentro. A recomendação é da 1ª Promotoria de Justiça de Currais Novos.

Para solucionar problemas estruturais, foi recomendado que a gestão municipal promova, no prazo de 30 dias, a execução de intervenções físicas e reformas na parede do reservatório. Para isso, deverá realizar a limpeza, a remover a vegetação e recuperar erosões apontadas na inspeção técnica do Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (Igarn).

O MPRN incluiu na recomendação que, em caso de realização de despesas pelo Município em caráter compulsório para a reparação do reservatório, seja instaurado procedimento administrativo contra o proprietário da área, responsável pela segurança da barragem.

A orientação prevê ainda a constituição do crédito não tributário decorrente do custeio e, em caso de não pagamento voluntário, a posterior inscrição do débito em dívida ativa para fins de cobrança administrativa e execução judicial.

Riscos no reservatório
O MPRN fez investigações no âmbito de um inquérito civil instaurado para apurar a situação de risco do açude Dantas, enquadrado pelo Igarn na Classe C, com dano potencial associado médio e categoria de risco média. Vistorias do órgão ambiental constataram erosões e vegetação nos taludes de montante e jusante.

Foi verificado que uma intervenção realizada no vertedouro em julho de 2020 não ocorreu sob orientação do órgão fiscalizador e não configurou o descomissionamento da barragem, mantendo o acúmulo de água e a função de barramento com riscos à população situada a jusante.

Veja a recomendação na íntegra.

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