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Assu: MPRN formaliza trabalho integrado para proteger crianças e adolescentes

Medida conjunta das três Promotorias de Justiça locais estabelece regras para o atendimento unificado e rápido de vítimas ou testemunhas de violência
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Imagem de uma adolescente negra, sorrindo, em primeiro plano, e crianças em segundo plano.
  • Promotorias de Justiça de Assu atuam em conjunto para proteger crianças e adolescentes vítimas de violência, seguindo diretrizes do MPRN.
  • Procedimentos estabelecem atendimento inicial reservado e rápido, evitando a repetição de depoimentos para minimizar a violência institucional.

As três Promotorias de Justiça de Assu assinaram uma portaria conjunta para unir a atuação na proteção de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. A norma do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) organiza o trabalho conjunto dos órgãos locais e segue diretrizes estaduais e federais de proteção integral.

A regra determina que a unidade do MPRN que primeiro receber a denúncia ou Notícia de Fato fará o atendimento inicial em local reservado e com linguagem simples. Se houver relato voluntário da vítima, os dados serão registrados sem perguntas investigativas, e casos de violência sexual recente serão encaminhados imediatamente ao hospital.

Os integrantes do MPRN devem consultar os sistemas de informação para evitar repetição de depoimentos e a consequente violência institucional. Qualquer atendimento inicial precisa ser informado de forma eletrônica às outras promotorias em no máximo 24 horas.

A 2ª Promotoria de Justiça fica responsável pelas ações de proteção, como o afastamento do agressor, e pela cobrança do depoimento especial na Justiça. A unidade também deve acompanhar o funcionamento da rede municipal de atendimento e do comitê de gestão local.

Integração e rotinas administrativas
A 1ª e a 3ª Promotorias de Justiça vão repassar relatórios e documentos para a 2ª Promotoria de Justiça sempre que identificarem suspeita ou confirmação de violência durante o trabalho diário. As duas unidades também vão avaliar medidas sobre guarda, visitas ou acolhimento familiar de menores.

O MPRN irá cadastrar todos os casos nos sistemas eletrônicos com as etiquetas corretas sobre violência infantil. Os integrantes do MPRN também irá alimentar o cadastro nacional de casos de violência contra crianças e adolescentes.

O setor administrativo vai criar alertas para pedidos urgentes e organizar um banco de dados sigiloso sobre os depoimentos especiais prestados. O acesso a essas informações será controlado para garantir o segredo de justiça e proteger os dados pessoais das vítimas e das famílias.

Veja a portaria que conjunta.

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