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MPRN recomenda regularização de telefonia nos Conselhos Tutelares de Natal

Município precisa garantir chips com dados e voz para assegurar eficiência no atendimento e regime de sobreaviso
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  • Os Conselhos Tutelares de Natal devem receber telefones celulares com chips para melhorar a comunicação e agilidade no atendimento.
  • A Secretaria Municipal deve informar ao MPRN sobre as providências tomadas em 10 dias, sob pena de medidas judiciais.

Os Conselhos Tutelares de Natal devem ser equipados com aparelhos telefônicos com chip. A medida foi recomendada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) à Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtas) de Natal. A pasta deve garantir total operacionalidade dos telefones celulares utilizados pelos Conselhos Tutelares da capital. A iniciativa busca sanar deficiências na infraestrutura de comunicação que comprometem a mobilidade e a agilidade do atendimento prestado à população.

A 21ª Promotoria de Justiça de Natal, com foco na defesa da infância e da juventude, recomendou à Semtas que forneça, no prazo de 30 dias, aparelhos físicos devidamente equipados com chips ativos, contemplando pacotes de dados e voz. A medida visa substituir a dependência de tecnologias limitadas, como o uso exclusivo de redes Wi-Fi nas sedes ou chips antigos que apenas recebem chamadas, o que restringe o trabalho externo dos conselheiros e a eficácia do regime de sobreaviso remoto previsto na legislação municipal. O fornecimento adequado desses insumos é essencial para que o órgão possa cumprir sua função constitucional de zelar pelos direitos de crianças e adolescentes.

A recomendação ainda que orienta que a Semtas informe ao MPRN, no prazo de 10 dias úteis, quais providências foram tomadas para o cumprimento das orientações, apresentando a documentação comprobatória correspondente. Caso existam razões que impeçam a execução das medidas no prazo estipulado, estas devem ser detalhadas à Promotoria. O não atendimento da recomendação poderá resultar na adoção de medidas judiciais cabíveis para assegurar a estrutura necessária ao funcionamento dos Conselhos Tutelares de Natal.

O documento foi emitido pelo Ministério Público após a instituição ter identificado a precariedade tecnológica no Conselho Tutelar da Zona Norte. Segundo os relatos colhidos, a falta de chips e créditos nos aparelhos fornecidos gera obstáculos ao fluxo de trabalho, além de contribuir para o desgaste das equipes que cumprem escalas de plantão. Em resposta anterior à Promotoria, a secretaria municipal havia informado a inexistência de contrato vigente para o fornecimento de chips, indicando que o serviço estava em fase de cotação.

Leia a recomendação clicando aqui

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