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MPRN participa de audiência pública na Assembleia sobre autismo

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Evento contou com a participação de representantes de diversos órgãos e de famílias de crianças autistas, que apresentaram depoimentos emocionantes
 

 
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) participou na manhã desta terça-feira (30) de uma audiência pública na Assembleia Legislativa, que marcou o lançamento de uma campanha de conscientização sobre o autismo. Entender o ritmo de cada um é o ponto de partida da iniciativa, com a proposta de chamar a atenção para o tratamento em crianças autistas e suas famílias.
 
 
 
A promotora de Justiça e coordenadora do Centro de Apoio às Promotorias de Justiça de Defesa da Pessoa com Deficiência (Caop Inclusão), Fladja Souza, representou o MPRN na audiência e explicou como tendo sido a atuação do órgão nessa pauta. “Estamos atentos à questão das pessoas com deficiência, temos atuação em diversos contextos e reforçamos que a necessidade dessas crianças para acesso a atendimento de qualidade é urgente”, destacou.
 
“É necessário discutir o atendimento às pessoas acometidas pelo autismo, o aumento no registro de casos e os esclarecimentos sobre o distúrbio. O atraso no diagnóstico prejudica o processo de aprendizagem e impede o desenvolvimento. Por isso, a importância de se começar o tratamento o mais cedo possível, que é o principal objetivo da campanha lançada por esta Assembleia Legislativa”, disse o deputado estadual e presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira.
 
Ao longo da sessão, depoimentos emocionados foram destaques. Nas narrativas, os pais expuseram o amor incondicional que os leva a buscar toda a ajuda de que podem precisar para o tratamento de seus filhos.
 
“A intervenção precoce ainda é a melhor coisa a ser feita. Tudo o que queremos é tratamento adequado para nossos filhos. O atraso no desenvolvimento, como ocorre com as crianças autistas, pode ser evitado se agirmos a tempo”, destacou Helga Oliveira, mãe de Caio – protagonista da campanha.
 
Entre as dificuldades trazidas pelas famílias estão as deficiências existentes em todas as fases do tratamento, a começar pelo diagnóstico. Por ter graus diferentes e peculiaridades que lhe são próprias, o autismo costuma ser confundido ou simplesmente ignorado pelos profissionais de saúde.
 
Durante a audiência, o pai de Douglas, de cinco anos, relatou as dificuldades enfrentadas no tratamento do filho para o desenvolvimento da fala. O relato comoveu a fonoaudióloga da Assembleia, que se comprometeu a acompanhar o paciente e oferecer o tratamento adequado.
 
O autismo se manifesta em variações de acordo com a literatura médica e a nova campanha da Assembleia Legislativa se propõe a esclarecer sobre esses tipos, incentivando a intervenção precoce. Quanto mais cedo a intervenção, maior a probabilidade da criança ter um desenvolvimento mais saudável.
 
*Com informações da Assessoria de Comunicação da AL.
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