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Natal: em júri, MPRN obtém condenação de PM que matou personal trainer após briga de trânsito

Ronaldo Cabral Torres foi condenado a 12 anos e seis meses de prisão pelo assassinato de Paulo Henrique da Silva, crime cometido em 2022. Ele também recebeu pena de perda do cargo público
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Balança da justiça em destaque sobre uma mesa de madeira em um tribunal vazio com fileiras de bancos ao fundo, em tons azulados.
  • O policial militar Ronaldo Cabral Torres foi condenado pelo assassinato do personal trainer Paulo Henrique Araújo da Silva.
  • A pena imposta foi de 12 anos e seis meses de prisão, com perda do cargo e regime fechado.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) obteve a condenação do policial militar Ronaldo Cabral Torres pelo assassinato do personal trainer Paulo Henrique Araújo da Silva. Os jurados acolheram a tese da acusação, por 4 a 1, e a sentença determinou a pena de 12 anos e seis meses de prisão. A decisão judicial também estabeleceu a perda do cargo público do réu e o cumprimento inicial da pena em regime fechado.

O julgamento aconteceu nesta segunda-feira (4) no fórum Miguel Seabra Fagundes, em Natal. O MPRN apresentou as provas e argumentos para sustentar a acusação de homicídio. O resultado final confirmou o pedido de condenação formulado pelo MPRN.

O crime

O crime ocorreu no dia 29 de abril de 2022 após o réu ter trancado por duas vezes a moto da vítima, na Ponte de Igapó, o que levou a vítima a fazer uma menção a um chute contra o carro que a havia trancado, quase a albalroando.

Indo a embora, a vítima, Paulo Henrique Araújo da Silva, que tinha 33 anos e estava na garupa com sua namorada, foi perseguida, derrubada da moto e morta por disparos de arma de fogo. Mesmo foragindo e nunca ter se apresentado, o policial militar foi identificado como o autor do crime.

A esposa do policial foi excluída do julgamento conforme solicitado pelo próprio MPRN. A instituição verificou que não havia indícios suficientes de que ela tenha participado ou contribuído para a morte da vítima. A Justiça aceitou o pedido de impronúncia e apenas o policial foi levado ao banco dos réus.

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