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Diretores de creche são presos acusados de abuso sexual contra criança

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Pelo menos 4 crianças disseram em depoimento que eram molestadas sexualmente pelos dois homens

Dois homens que trabalhavam na creche Lar Feliz estão sendo acusados de abusar sexualmente de pelo menos quatro crianças, entre 8 e 12 anos, que moravam na unidade. A ONG, que funciona no Conjunto Cidade Satélite, operava no sistema de creche – onde 55 crianças estudavam e voltavam para casa todos os dias – e também no regime de acolhimento, onde viviam 8 crianças que esperavam adoção. Por ordem do juiz da 2ª vara da Infância e Juventude, Sérgio Maia, o Lar Feliz foi fechado.

Os suspeitos dos crimes são Antônio do Nascimento, 55 anos, e Lindomar de Carvalho, 34. Antônio é ex-marido da presidente da instituição e Lindomar é genro. O caso veio à tona depois que uma das vítimas, um menino de 10 anos, relatou à família adotiva que os homens abusavam dele e dos colegas da creche. A família levou o caso à Promotoria de Infância e Juventude. "Isso é uma dupla agressão à criança que já está abandonada e sofre violência sexual dentro da instituição que deveria acolhê-la", disse o juiz Sérgio Maia, que decretou a prisão provisória dos dois homens para evitar que eles coagissem ou ameaçassem vítimas e testemunhas. 

Por determinação judicial, a creche foi fechada temporariamente e as crianças encaminhadas a outras instituições. De acordo com juiz, as crianças costumavam permanecer juntas na tentativa de se protegerem em grupo e saiam correndo para fugir dos agressores. Mas, nem sempre conseguiam.

A presidente da creche e toda a sua família moram no mesmo prédio onde funciona a instituição e, por isso, segundo o juiz, "mantinham estreita relação sobretudo com as crianças acolhidas". O Lar Feliz, que vivia de doações da comunidade, já tinha passado por várias fiscalizações por parte da vara da Infância e Juventude e do Ministério Público.

Até agora, um menino e 3 meninas relataram os abusos. Eles foram ouvidos pelo programa Depoimento sem Dano, onde psicólogos da Justiça utilizam técnicas específicas para ouvir as vítimas de agressão sexual.

Os homens, que negam a denúncia, foram levados para o Centro de Detenção Provisória. A pena para este tipo de crime varia de 8 a 15 anos de prisão.

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