Entrevistas

 


      

HISTÓRIA ORAL

A história oral é baseada na memória que é sempre uma reconstrução psíquica e intelectual, uma representação do passado visto sobre o olhar do presente e do meio social. A memória, como lembrança subjetiva e selecionada dos acontecimentos, pode ser individual ou coletiva, mas para a história oral "a memória individual só tem sentido em função de sua inscrição no conjunto social das demais memórias". (MEHEY, 2002:54)

O que documenta a fonte oral é a ação da memória, o ato de lembrar ou esquecer, de interpretar o passado. Para a historiadora Verena Alberti, o depoimento "não é apenas o relato de ações passadas, mas é a constituição de uma memória, ou memórias de um passado que se quer construir, tanto da parte do depoente quanto da parte do entrevistador que faz perguntas direcionadas a sua pesquisa".

A História Oral torna-se uma ferramenta metodológica importante para o Projeto Memorial. De acordo com Gunter Axt, a utilização do método costuma ser estratégico para esse tipo de projeto de memória institucional por uma série de fatores: quando a equipe que executa o projeto ainda não está familiarizada com a cultura da instituição, as entrevistas podem facilitar na escolha dos depoentes; torna-se mais rápido a produção documental, produzindo dessa forma, resultados práticos a curto prazo para justificar o investimento empregado pela instituição, haja vista que a pesquisa documental é bastante lenta; o uso da história oral possibilita a visita de membros ilustres e valoriza atuação pessoal da cada um; os depoimentos coletados podem viabilizar futuras produções historiográficas como exposições históricas, catálogos, coletâneas, artigos acadêmicos, que são fundamentais para garantir a continuidade de um projeto de memória institucional; e por fim, esses depoimentos, se publicados, podem vir a sensibilizar a instituição, garantindo a continuidade do projeto. (AXT, 2004).

As entrevistas realizadas pela equipe do Projeto Memorial prioriza os membros e servidores mais antigos (ativos e inativos) e versam sobre questões relacionadas ao funcionamento da Instituição, a história (as antigas sedes, os primeiros Procuradores-Gerais de Justiça, as primeiras mulheres), acontecimentos marcantes para os entrevistados, sobre a prática da promotoria e sobre as mudanças trazidas para o Ministério Público estadual após a Constituição de 1988.

Propomos para esse trabalho com as entrevistas, a utilização da História Oral Temática, com roteiros direcionados. As entrevistas são gravadas e filmadas. O segundo momento constitui-se da transcrição, leitura, revisão e fichamento das entrevistas.

Dr. Cesário Nobre Mariz Maia
Dra. Hebe Marinho Nogueira Fernandes
Dra. Íris Brandão de Araújo Leal
Dra. Maria Isaura de Medeiros Pinheiro
Dr. Paulo Roberto Dantas de Souza Leão
Dr. Pedro de Souto
Helena Dias Bezerra
Maria Solange Gomes Lira
Marlete Lins de Medeiros



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